O escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hcor para tratamento de um quadro de insuficiência renal crônica (IRC), diagnosticado há cerca de três anos. A informação foi confirmada pelo hospital por meio de nota oficial.
“O Hcor informa que o autor Benedito Ruy Barbosa, de 95 anos, faleceu nesta manhã devido a complicações de insuficiência renal crônica (IRC). A instituição se solidariza com os familiares e amigos neste momento de pesar”, informou o hospital.
Considerado um dos maiores autores da história da televisão brasileira, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira marcada por novelas que retrataram o campo, as tradições brasileiras, os conflitos familiares e a imigração italiana. Entre suas obras mais consagradas estão Cabocla, Sinhá Moça, Pantanal, Renascer, O Rei do Gado e Terra Nostra. O sucesso dessas produções foi tão expressivo que várias delas ganharam novas versões ao longo dos anos.
Nascido em 17 de abril de 1931, na cidade de Gália, Benedito levou para a televisão histórias inspiradas na vida do interior, utilizando como referência as experiências vividas durante a infância e a juventude. Seu estilo, marcado pelas chamadas “novelas-saga”, tornou-se referência na dramaturgia nacional.
A trajetória do autor começou na TV Tupi, mas foi na TV Globo que consolidou seu nome a partir de 1976, com a novela O Feijão e o Sonho. Na década seguinte, emplacou sucessos como “Cabocla” e “Sinhá Moça”. Em 1990, revolucionou a teledramaturgia ao escrever “Pantanal” para a extinta TV Manchete, obra que se tornou um dos maiores fenômenos da televisão brasileira e marcou seu retorno à Globo, onde escreveu outros clássicos.
O legado de Benedito Ruy Barbosa segue vivo na dramaturgia nacional. Recentemente, suas obras voltaram ao horário nobre em novas adaptações de “Pantanal”, em 2022, e “Renascer”, em 2024, ambas escritas por seu neto, Bruno Luperi, reafirmando a influência e a importância de um dos maiores novelistas da história do Brasil.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
