A investigação sobre o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, ganhou novos desdobramentos. As autoridades não descartam a participação de um segundo suspeito no caso. A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, poucas horas após a prisão temporária de um policial militar, ex-marido de Silvana.
Silvana está desaparecida desde o dia 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em suas redes sociais informava que ela teria sofrido um acidente de carro em Gramado, mas que estaria bem. No entanto, conforme apuração dos investigadores, o acidente não ocorreu. A suspeita é de que a postagem tenha sido feita com o objetivo de desviar a atenção e criar uma falsa narrativa sobre o paradeiro da mulher.
O veículo de Silvana foi encontrado posteriormente na garagem da residência, sem a chave. Imagens de câmeras de segurança registraram, no dia do desaparecimento, a presença de um automóvel no local. Além disso, há gravações que mostram um terceiro veículo suspeito entrando e saindo da garagem. A principal linha de investigação indica que Silvana estaria nesse último carro.
No dia seguinte ao desaparecimento da filha, Isail e Dalmira teriam tentado registrar a ocorrência na delegacia, mas a unidade estava fechada. Na ocasião, o casal utilizava a kombi da família, geralmente empregada para compras destinadas ao abastecimento do mercado. Ainda conforme a investigação, na metade da tarde daquele dia, os dois idosos foram vistos entrando em um carro conduzido por um motorista ainda não identificado. Desde então, não houve mais informações sobre o paradeiro do casal.
“O que sabemos até o momento é que os idosos estavam em um carro com outro motorista. Ainda estamos investigando quem ele é. Não descartamos a participação de outros suspeitos”, afirmou o delegado Anderson Spier, responsável pelo caso.
A hipótese de sequestro é considerada improvável, já que não houve qualquer pedido de resgate. A principal suspeita é de homicídio, embora a ausência dos corpos impeça uma confirmação. “Não temos os corpos, então não há como afirmar nada com absoluta certeza. Mas, a cada dia que passa, aumentam as chances de homicídio”, ponderou o delegado.
Até o momento, mais de dez pessoas já foram ouvidas, incluindo parentes, vizinhos e pessoas próximas às vítimas. Segundo Spier, novas oitivas ainda devem ocorrer. “Chamamos pessoas que mantiveram algum tipo de contato com eles ou que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. Há pessoas em férias, fora da cidade, que ainda precisam ser ouvidas. Outros depoimentos serão coletados ao longo da investigação”, explicou.
O ex-marido de Silvana foi preso em casa, no bairro Anair. Conforme apurado, ele já havia feito ameaças contra a mulher, que planejava solicitar uma medida protetiva de urgência. Além disso, entre os dias 24 e 25 de janeiro, período em que ocorreram os desaparecimentos, o suspeito estava com o filho de 9 anos do casal. O inquérito segue em andamento, com novas diligências previstas para os próximos dias.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
