O grupo voluntário de proteção animal Cão Viver denunciou a morte de pelo menos dez animais domésticos em Selbach, no Norte do Rio Grande do Sul, em casos que levantam forte suspeita de envenenamento. As ocorrências teriam sido registradas ao longo da última semana e já motivaram o registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que deverá apurar os fatos.
Segundo a voluntária Cleomara Andreia Schumann Schuster, os casos envolvem tanto animais que possuíam tutores quanto pets comunitários. Conforme o levantamento feito pelo grupo, sete cães e três gatos morreram, todos apresentando sintomas compatíveis com intoxicação. No entanto, até o momento, não foi possível a confirmação oficial da causa das mortes por meio de laudo pericial.
Cleomara relata que, em um dos episódios, um cão chegou a ser resgatado ainda com vida e encaminhado para atendimento veterinário. “Resgatamos um cão ainda com vida, que chegou a receber atendimento, mas infelizmente acabou morrendo. Na ocasião, a veterinária identificou sinais compatíveis com envenenamento”, afirmou a voluntária. Ela acrescenta que, na maioria dos casos, o avançado estado de decomposição dos corpos impossibilitou a realização de necropsia, o que dificulta a comprovação técnica da causa das mortes.
Relatos publicados nas redes sociais do grupo Cão Viver indicam situações consideradas ainda mais graves e alarmantes. De acordo com as postagens, alguns corpos de animais teriam sido encontrados dentro de sacos plásticos, enquanto outros teriam sido envenenados nos próprios pátios das residências onde viviam. Diante do cenário, os voluntários alertam a população para que evite deixar os pets soltos ou expostos nas ruas do município.
Em uma publicação intitulada “Carta aberta à comunidade de Selbach”, direcionada aos pouco mais de 5 mil habitantes da cidade, o grupo expressou indignação e tristeza diante das mortes. “A população de Selbach e seus protetores de animais escrevem com o coração apertado, tomado pela dor, pela revolta e por um profundo sentimento de impotência”, diz o texto, que pede conscientização, colaboração da comunidade e rigor na apuração dos fatos.
O caso gerou comoção entre moradores e defensores da causa animal, que cobram investigação célere e identificação dos responsáveis. A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e reunir informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias das mortes. Enquanto isso, os protetores reforçam o pedido para que qualquer informação suspeita seja comunicada às autoridades, como forma de evitar novas ocorrências e garantir a segurança dos animais no município.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
* Imagem de Fofo, cão que teve corpo encontrado dentro de saco plástico em Selbach.
