Um episódio de El Niño muito forte tem pelo menos 90% de probabilidade de ocorrer entre setembro e janeiro, segundo a nova previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O fenômeno deve intensificar o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e influenciar o regime de chuvas no Brasil, principalmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste.
De acordo com a NOAA, a probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte chega a 90% ou mais nos trimestres setembro-outubro-novembro, outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. A agência também estima em 69% a possibilidade de que o episódio seja o mais intenso já registrado desde 1950.
Nesse cenário, as temperaturas das águas do Pacífico Tropical podem apresentar anomalia igual ou superior a 2,5°C. O El Niño é caracterizado pela persistência de temperaturas acima da média nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, condição que provoca alterações na circulação atmosférica e pode modificar os padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.
No Brasil, os impactos tendem a ser mais significativos no Sul, Norte e Nordeste. O atual episódio começou em junho, e os primeiros reflexos já foram observados no Sul do país. Em julho, os volumes de chuva ficaram entre 30% e 90% acima da média em diferentes localidades da região, conforme dados apresentados pela NOAA.
A previsão indica que o fenômeno pode persistir até pelo menos março de 2027. A permanência do El Niño deve favorecer a ocorrência de chuvas acima da média no Sul do Brasil nos próximos meses.
Por outro lado, a partir de outubro, as regiões Norte e Nordeste podem registrar maior irregularidade nas chuvas e volumes abaixo da média. O cenário exige atenção, especialmente do setor agropecuário, que depende diretamente da distribuição e regularidade das precipitações.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Agrolink
