A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), todos os requerimentos que estavam em pauta, em uma sessão marcada por forte embate entre governo e oposição e encerrada em meio a tumulto. Entre os alvos dos pedidos aprovados estão Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares e investigados pela Polícia Federal suspeitos de envolvimento em um esquema de descontos associativos indevidos. Também foi incluído requerimento relacionado à presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
O governo atuou para que os 87 requerimentos fossem votados em bloco, com a intenção de rejeitá-los em conjunto. A oposição, por sua vez, defendia a votação individual de cada item. Ao final, em votação simbólica, o presidente da comissão, Carlos Viana, proclamou a aprovação das matérias, consolidando a vitória da oposição.
Após o resultado, a sessão foi marcada por confusão. A reunião foi interrompida e a transmissão pela TV Senado suspensa. Parlamentares governistas avançaram em direção à mesa onde estavam o presidente da CPMI e o relator, Alfredo Gaspar. A Polícia Legislativa e deputados da oposição tentaram conter a aproximação.
O clima ficou ainda mais tenso após um embate entre os deputados Rogério Correia, da base governista, e Evair Vieira de Melo, da oposição.
Governistas criticaram a condução dos trabalhos e alegaram que haveria blindagem por parte da presidência da comissão, afirmando que apenas requerimentos favoráveis à oposição estavam sendo pautados. Parlamentares do PT defenderam a inclusão de pedidos de investigação envolvendo o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, integrantes da Igreja Lagoinha, da qual Carlos Viana faz parte, e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.
A reunião é considerada estratégica na reta final dos trabalhos da comissão, cujo prazo de funcionamento se encerra em 28 de março. Os requerimentos aprovados deverão ser analisados antes do término das atividades do colegiado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
