A colheita do milho avança no Rio Grande do Sul e já foi concluída em 68% das lavouras, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Outros 18% das áreas estão em fase final de maturação, enquanto as lavouras semeadas mais tardiamente ainda permanecem em estágios reprodutivos ou vegetativos.
De acordo com o levantamento, o desempenho das lavouras apresenta variação significativa entre as regiões, influenciado principalmente pela irregularidade das chuvas e por períodos de déficit hídrico ao longo do ciclo, especialmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos. O relatório destaca que a produtividade segue heterogênea, refletindo as condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento das plantas.
As áreas implantadas no início da janela de semeadura apresentam resultados próximos ao esperado, ainda que, em alguns casos, com rendimentos ligeiramente inferiores. Por outro lado, lavouras tardias ou expostas a condições mais restritivas registram queda no potencial produtivo, associada à desuniformidade no desenvolvimento, limitações nutricionais e menor formação de espigas.
Nas áreas de segunda safra, o desenvolvimento das plantas segue condicionado à disponibilidade de água, com parte das lavouras ainda em fase de definição dos componentes de rendimento.
No campo fitossanitário, o monitoramento tem sido intensificado pelos produtores. Segundo o relatório, há elevada incidência da cigarrinha-do-milho, além de registros pontuais de lagarta-do-cartucho em cultivos tardios.
A projeção atual da Emater/RS-Ascar indica que a área cultivada com milho no Estado alcança 803.019 hectares, número 2,3% superior ao estimado inicialmente. Já a produtividade média está estimada em 7.424 quilos por hectare, reforçando o cenário de variação conforme as condições enfrentadas em cada região produtora.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
