A colheita da soja no Rio Grande do Sul começa a ganhar ritmo e já atinge 5% da área cultivada, conforme relatório semanal divulgado pela Emater-RS nesta quinta-feira, 19. A cultura se aproxima do fim do ciclo, com predominância das fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (37%).
Apesar do avanço dos trabalhos no campo, as condições climáticas seguem impactando o desempenho da safra. A irregularidade das chuvas, somada às altas temperaturas, tem provocado grande variabilidade entre lavouras, inclusive dentro de uma mesma região.
Segundo a Emater, as áreas semeadas no início da janela de plantio já se encontram em maturação fisiológica ou em fase de colheita. Por outro lado, as lavouras implantadas mais tardiamente ainda dependem de melhores condições de umidade para garantir o enchimento adequado dos grãos e a definição do potencial produtivo.
O estresse térmico e hídrico ao longo do período reprodutivo também acelerou o ciclo das plantas, antecipando a senescência foliar e resultando em perdas de produtividade em parte das áreas. A heterogeneidade entre as lavouras segue elevada, refletindo diferenças no manejo, no regime de chuvas e nas épocas de plantio.
No aspecto fitossanitário, produtores intensificam o monitoramento e o controle de doenças e pragas, com destaque para a ferrugem-asiática, especialmente nas áreas ainda em fase de enchimento de grãos.
A estimativa atual indica produtividade média de 2.871 quilos por hectare, o que representa uma queda de 9,7% em relação à projeção inicial da safra. A área cultivada no Estado está estimada em 6,62 milhões de hectares.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
