A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) completa, em 2026, 50 anos de atuação, celebrando uma trajetória construída coletivamente no cooperativismo gaúcho. Ao longo de meio século, a cooperativa consolidou um caminho marcado pela união, pelo trabalho e pelo compromisso permanente com as pessoas, com o produtor rural e com o desenvolvimento sustentável das comunidades onde está inserida.
A história da CCGL está diretamente ligada à própria evolução do cooperativismo no Rio Grande do Sul, modelo que sempre esteve ao lado do produtor rural, gerando renda no campo e oferecendo alimentos e serviços de qualidade à sociedade. Com o passar das décadas, esse sistema cooperativo estruturou soluções integradas em pesquisa e tecnologia, indústria e logística, fortalecendo o produtor e contribuindo de forma decisiva para o crescimento do agronegócio, da economia gaúcha e para a melhoria da qualidade de vida da população.
Nesse percurso histórico, três grandes iniciativas se destacam. Ainda na década de 1970, o cooperativismo gaúcho passou a atuar de forma organizada na pesquisa e na tecnologia agrícola, oferecendo suporte técnico aos produtores em um período em que o trigo tinha papel estratégico para o Estado. Com a expansão da produção agrícola, especialmente de trigo e soja, e a integração aos mercados nacionais e internacionais, surgiu o Termasa, o primeiro terminal graneleiro do Brasil. O empreendimento, resultado de coragem, ousadia e visão de futuro, trouxe agilidade, qualidade logística e abriu as portas do mercado internacional para os produtos das cooperativas e do agronegócio brasileiro.
Em 1976, a fundação da CCGL marcou a entrada do cooperativismo gaúcho na industrialização de laticínios. O leite passou a representar uma nova oportunidade de renda para os produtores, com agregação de valor à produção, fortalecimento da cadeia produtiva e impulso ao desenvolvimento regional.
Já nos anos 1990, em meio ao processo de desestatização e privatização dos portos, a CCGL assumiu o Termasa e, posteriormente, o Tergrasa. Dessa integração nasceu o complexo Termasa–Tergrasa, que atualmente movimenta cerca de 10 milhões de toneladas por ano, atendendo cooperativas agrícolas, cerealistas e traders, com contribuição direta para o campo e para a economia do Rio Grande do Sul.
Nos anos 2000, com foco na geração de renda, competitividade e desenvolvimento sustentável no meio rural, a CCGL assumiu a Fundacep-Fecotrigo, assegurando a continuidade e o fortalecimento da pesquisa agrícola conectada à realidade do produtor. A iniciativa possibilitou a validação e a difusão de novas tecnologias, promovendo aumento de produtividade, produção de alimentos mais saudáveis, redução de emissões e ganhos econômicos por meio de práticas agrícolas inovadoras. Esse trabalho é sustentado por um moderno centro de pesquisa, laboratórios de análise de sementes e solos e pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), que integra pesquisadores, técnicos e produtores na busca contínua por soluções produtivas, sustentáveis e economicamente viáveis. Todo esse ecossistema está conectado a um ambiente digital por meio da Smartcoop, iniciativa da Fecoagro que leva ao campo ferramentas modernas de gestão, inovação e inteligência coletiva.
Ainda na década de 2000, a CCGL retomou a industrialização de laticínios com a construção do maior parque de produção de leite em pó do Brasil. O projeto devolveu aos produtores e às cooperativas uma indústria própria, fortaleceu a cadeia do leite e garantiu maior agregação de valor à produção. Com atuação nos mercados nacional e internacional, a indústria da CCGL conquistou reconhecimento em mercados altamente exigentes, respaldada por elevados padrões de qualidade, segurança e confiabilidade, certificados por selos como o IFS Food. Essas conquistas abriram novos mercados e tornaram a cooperativa pioneira na exportação de leite em pó brasileiro para a China.
Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior tragédia climática de sua história. Diante do impacto das enchentes e da colisão de uma embarcação em condições extremas, o Termasa precisou ser paralisado. Durante esse período, o Tergrasa assumiu integralmente as operações de exportação, garantindo a continuidade do escoamento da produção agrícola. Em 2026, o Termasa será retomado, não apenas para restabelecer suas atividades, mas para operar de forma ainda mais eficiente, competitiva e preparada para os desafios futuros do agronegócio gaúcho.
Ao completar 50 anos, a CCGL celebra uma história construída de forma coletiva, pautada pela união, pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. A missão permanece firme: gerar conhecimento, desenvolver pessoas, promover renda e qualidade de vida no campo, assegurar a produção de alimentos de qualidade, abrir caminhos, conquistar mercados, fortalecer as economias locais, expandir fronteiras e ampliar o futuro de quem produz.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
