O bombeiro militar Anderson Ferreira Bandeira, de 41 anos, preso em flagrante na última quarta-feira (22) por suspeita de importunação sexual dentro de um ônibus no Rio Grande do Sul, já é réu na Justiça por um crime semelhante ocorrido em 2021. As informações foram divulgadas pelo portal g1.
Conforme denúncia do Ministério Público, por volta da 1h15 do dia 10 de agosto de 2021, em um coletivo que fazia a linha Porto Alegre–Dom Pedrito, o militar teria tocado o seio de uma passageira sentada ao seu lado. Na ocasião, a vítima só registrou a ocorrência após a chegada ao destino, o que impediu a prisão em flagrante.
Segundo o promotor de Justiça de Bagé, Diogo Taborda, há semelhanças entre os dois episódios. Assim como no caso mais recente, o bombeiro também estaria fardado em 2021. A suspeita é de que o uso da farda tivesse como objetivo obter benefícios, como desconto na passagem, além de reduzir a desconfiança de passageiros e funcionários.
O Ministério Público aponta ainda que o acusado apresentaria comportamento reiterado em crimes sexuais contra mulheres, o que pode influenciar na dosimetria da pena. O processo referente a 2021 segue em andamento e tem audiência de instrução marcada para o dia 13 de maio.
Bandeira está atualmente recolhido no Presídio Policial Militar, em Porto Alegre.
No caso mais recente, ocorrido na madrugada de 22 de abril, uma passageira de 34 anos relatou que acordou durante a viagem ao perceber que estava sendo tocada na região do seio. O ônibus, da empresa Ouro e Prata, havia saído de Porto Alegre com destino a Dom Pedrito.
Após a denúncia, o motorista parou o veículo e acionou a Brigada Militar. O suspeito foi abordado e encaminhado à Polícia Civil em Cachoeira do Sul, onde foi autuado em flagrante por importunação sexual. A Justiça converteu a prisão em preventiva, sem prazo determinado.
Em depoimento, o militar permaneceu em silêncio. Até o momento, a defesa não foi localizada.
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul afirmou que repudia qualquer forma de violência e informou que instaurou Inquérito Policial Militar e Conselho de Disciplina para apurar o caso mais recente, podendo resultar na exclusão do militar da corporação. A instituição destacou ainda que aguarda a conclusão dos processos judiciais para adoção de medidas administrativas, respeitando o devido processo legal.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1
