Quinze trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no Rio Grande do Sul durante a Operação Resgate VI, realizada entre o fim de julho e o final de agosto. A ação integrou uma força-tarefa nacional formada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O Rio Grande do Sul concentrou o maior número de resgates entre os estados da Região Sul. Embora a operação nacional tenha ocorrido entre os dias 1º e 31 de agosto, as atividades no Estado começaram uma semana antes.
Em todo o Brasil, a força-tarefa realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. As fiscalizações ocorreram principalmente no meio rural, responsável por 57,5% das ações e por 292 resgates. Já as atividades no meio urbano representaram 36,5% das fiscalizações, com 178 trabalhadores resgatados.
No Rio Grande do Sul, quatro equipes, cada uma integrada por um procurador do trabalho, realizaram apurações nos municípios de Alecrim, Alegrete, Coqueiro Baixo, Gramado Xavier, Ijuí, Lajeado, Manoel Viana, Palmeira das Missões, Paverama, Planalto, Putinga, Roca Sales, Roque Gonzales, Rosário do Sul, Sant’Ana do Livramento, Taquari e Três Passos.
A maior parte das fiscalizações realizadas no Estado envolveu atividades relacionadas à produção rural, especialmente a criação de animais. Também foram vistoriadas plantações de melancia e fumo, uma carvoaria, restaurantes, casas noturnas, canteiros de obras públicas, pedreiras e uma empresa de montagem de embalagens, entre outros estabelecimentos.
Ao final das ações realizadas no Rio Grande do Sul, 15 trabalhadoras e trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
