Três homens naturais de Passo Fundo, presos após uma troca de tiros com a Polícia Civil no dia 25 de março, em Belém, no Pará, foram colocados em liberdade nesta quarta-feira, 01/04, apenas uma semana após as prisões.
A ação ocorreu no bairro São Brás e foi realizada por agentes da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR). Na ocasião, foram detidos Clemerson Costa Rocha, de 28 anos, e Lucas Nunes de Brito. Um terceiro suspeito, André Menezes Dornelles, foi atingido durante o confronto.
Conforme a Polícia Civil, os agentes receberam informações sobre um veículo que teria sido utilizado em um sequestro relâmpago ocorrido no final do ano passado. O automóvel foi localizado nas proximidades do Terminal Rodoviário de Belém.
Durante a tentativa de abordagem, os suspeitos não obedeceram à ordem de parada e fugiram, chegando a jogar o carro contra a viatura. A perseguição seguiu até as imediações do Mercado de São Brás, onde o grupo entrou em uma via sem saída e, segundo a versão policial, passou a atirar contra os agentes, que revidaram. André foi baleado, socorrido e encaminhado ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. O estado de saúde não foi divulgado.
Ainda de acordo com a polícia, André possuía um mandado de prisão preventiva em aberto pelo estado de Goiás pelo crime de estelionato. Um quarto homem que estava no veículo conseguiu fugir e segue sendo procurado.
Os três acusados foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo, sendo posteriormente mantidos em prisão preventiva em Belém.
No entanto, os advogados de defesa, Fabrício Lorandi Pinheiro, Flávio Luís Algarve e Gilberto Mello Linck, ingressaram com pedidos de revogação das prisões. Na tarde desta quarta-feira (1º), o juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Belém acolheu os argumentos e determinou a expedição dos alvarás de soltura.
Procurado pela reportagem, o advogado Fabrício Lorandi Pinheiro afirmou que diversos pontos do caso ainda precisam ser esclarecidos, especialmente a versão de que os acusados estariam armados e teriam efetuado disparos contra os policiais. Segundo ele, essa situação “jamais existiu”.
O defensor destacou ainda que, embora os acusados possuam antecedentes por estelionato — incluindo o golpe do bilhete premiado, esse tipo de crime não envolve uso de arma de fogo. Ele ressaltou que a própria defesa solicitou diligências, como a coleta de imagens de câmeras de monitoramento e a realização de perícia no veículo, para comprovar que não houve disparos.
Fabrício também afirmou que a decisão judicial foi justa e levou em consideração o caso concreto, apontando que medidas cautelares diversas da prisão são suficientes. Segundo ele, os acusados possuem residência fixa em Passo Fundo e poderão ser localizados para eventuais intimações.
O advogado Flávio Luís Algarve também se manifestou por meio de nota, dizendo estar satisfeito com a revogação da prisão preventiva e reforçando que a defesa seguirá trabalhando para esclarecer os fatos, reiterando que os acusados não estavam armados durante a ocorrência.
O caso segue sob investigação das autoridades policiais.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Uirapuru
