A saída de Marcelo Marques da corrida eleitoral impactou o ambiente político do Grêmio. Porém, antes de reorganizar a disputa à cadeira de presidente do clube, há um impacto direto na eleição que renovará 50% do Conselho Deliberativo e que elegerá 180 conselheiros.
Até às 18h desta sexta-feira (29), precisam ser entregues as listas das chapas com 180 nomes de associados, com ficha limpa, para concorrer ao pleito que ocorrerá no dia 27 de setembro. O cenário atual prevê a inscrição de cinco ou seis chapas diferentes, que precisam atingir os 15% da cláusula de barreira para elegerem conselheiros e, assim, terem poder de voto no primeiro turno presidencial, possivelmente em novembro.
Em entrevista concedida à Rádio Gaúcha nesta quarta-feira (27), o empresário Marcelo Marques confirmou que não apenas retirava a candidatura à presidente, mas também abria mão de ser o número 1 da chapa ao Conselho Deliberativo.
Assim, o também empresário Celso Rigo passa a encabeçar a lista, tendo Antônio Dutra Júnior como o segundo nome, ele é o favorito a assumir a candidatura na eleição presidencial de novembro.
A eles, somam-se membros do Movimento Grêmio Independente que foram desligados do clube recentemente, entre eles, Edson Berwanger, antigo diretor das categorias de base, e Márcio Floriano, ex-integrante do departamento jurídico.
Outro grupo importante é aquele chamado internamente como “Chapa do Danrlei”, apesar de não contar com o ex-goleiro na nominata, pois ele não precisa renovar sua cadeira no Conselho (o mandato é de seis anos). Entre os listados neste grupo está Gladmir Chiele, que é um dos pré-candidatos à presidência.
Trata-se também do movimento que daria sustentação a Paulo Caleffi, que retirou a pré-candidatura após a compra da Arena. Ouvido pela reportage, o ex-vice de futebol admite que foi procurado para reconsiderar a decisão, mas pretende “refletir sobre o que é melhor para o Grêmio com muito respeito a partir do gesto de Marcelo Marques”.
Caleffi ainda é visto como peça-chave do tabuleiro político, afinal, caso opte por se manter de fora da disputa, o apoio político de Danrlei penderá para outro lado.
Dênis Abrahão
Pré-candidato à presidência, Dênis Abrahão é um dos que pode herdar os “votos de Danrlei”. Antes disso, porém, o grupo do ex-dirigente precisa superar a cláusula de barreira na eleição para o Conselho Deliberativo (15% dos votos para ter direito a cadeiras).
Abrahão encabeça a lista que ainda tem nomes históricos da política do clube, como Sérgio Vazques, Ricardo Vontobel e Fábio Koff Júnior.
Focados no Conselho
Existem ainda duas chapas que não terão candidatos à presidência, mas estão focadas na eleição para o Conselho Deliberativo.
O grupo intitulado “Identidade Gremista” é composto por oito movimentos e conta com nomes importantes, como o ex-diretor de futebol Marcos Chitolina e o ex-diretor da base David Stival, que buscam renovar suas cadeiras.
Já o movimento Grêmio de Todos, que se coloca como oposição à gestão de Alberto Guerra e apoiava a candidatura de Marcelo Marques, busca eleger seus primeiros conselheiros.
Rumos da gestão
Por fim, há uma última movimentação que envolve componentes da atual gestão. Conforme revelou Marcelo Marques na Rádio Gaúcha, houve um pedido por parte do presidente Alberto Guerra para incluir nomes na lista da chapa que era encabeçada pelo empresário que comprou a Arema, o que não foi aceito internamente no grupo que apoiava Marques e motivou a desistência da candidatura.
Entre os dirigentes que correm o risco de ficarem de fora do Conselho Deliberativo estão os dois atuais homens do futebol, Alexandre Rossato e Guto Peixoto, e o vice-presidente Fábio Floriani. A partir de agora, a corrida da atual gestão é para articular uma nova chapa, com 180 nomes, e entregá-la até às 18h desta sexta.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: GZH