Um grupo criminoso é investigado por enganar idosos e realizar empréstimos em nome das vítimas no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, os suspeitos utilizavam falsas propostas de renegociação de dívidas para atrair as vítimas e obter seus dados pessoais.
As investigações apontam que, após conquistar a confiança dos idosos, os criminosos utilizavam documentos para abrir contas bancárias, contratar empréstimos e realizar compras sem autorização. Em alguns casos, segundo a polícia, as vítimas eram dopadas para facilitar a assinatura de documentos.
“Quando os idosos estavam ainda reticentes em assinar a documentação, eles dopavam esses idosos colocando gotas de algum entorpecente no café”, explicou a delegada Ana Luiza Caruso.
A Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso, em Porto Alegre, já recebeu ao menos 19 denúncias. No entanto, documentos apreendidos indicam que mais de 400 pessoas podem ter sido alvo do esquema criminoso.
Durante operação realizada na manhã desta quarta-feira (8), foram apreendidos diversos documentos e, até as 7h30, cinco pessoas haviam sido presas. Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão na Capital.
Conforme apurado, os criminosos faziam contato inicial por telefone e convenciam os idosos a comparecerem a uma sede de empresa na região central da cidade. No local, tiravam fotos e coletavam documentos, posteriormente utilizados para movimentações financeiras fraudulentas.
A investigação teve início há cerca de um ano. Em uma das fases, foram apreendidos celulares que continham conversas entre os suspeitos, incluindo mensagens sobre o uso de substâncias para dopar as vítimas. “Nesses celulares tem as conversas dos criminosos sugerindo as gotas e fazendo piadas: ‘Agora cuida porque o velho vai morrer’”, relatou a delegada.
Segundo a polícia, o grupo era liderado por uma mulher, que seguia praticando os crimes mesmo utilizando tornozeleira eletrônica.
Além dos golpes financeiros, há relatos de violência e intimidação. Uma das vítimas foi agredida após procurar a polícia para denunciar o caso, enquanto outras teriam sido ameaçadas dentro de suas próprias residências para evitar denúncias contra a organização criminosa.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e fotos: RBS
