A Prefeitura de Camaquã interditou 25 residências localizadas na rua da Barça, na Vila Pacheca, zona rural do município, em uma operação realizada de forma integrada por diversos órgãos públicos. Do total de imóveis, 11 eram habitados permanentemente, cinco deles com apenas um morador, e todas as pessoas foram realocadas para casas de familiares.
A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, Defesa Civil Municipal, Secretaria de Desenvolvimento Social, Brigada Militar, Patrulha Ambiental, Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A medida tem caráter preventivo e foi adotada após laudo técnico do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, elaborado a partir de vistoria realizada em 11 de fevereiro. O documento aponta risco elevado de desmoronamento das estruturas, devido à instabilidade do solo nas margens do rio Camaquã, agravada por fatores como erosão, ausência de vegetação ciliar e elevação do lençol freático.
O estudo foi motivado por uma notificação do Ministério Público Estadual, em 15 de janeiro, que alertava para a situação de risco na área. Segundo a prefeitura, a decisão prioriza a preservação de vidas, especialmente diante do histórico de enchentes do rio e da proximidade de períodos com chuvas mais intensas.
Durante a operação, equipes da assistência social realizaram o levantamento das famílias afetadas e prestaram apoio na mudança, além de oferecer acolhimento provisório no albergue municipal, quando necessário.
Também foi identificada uma lavoura de arroz em área de preservação permanente, que deverá ser recuada conforme a legislação ambiental. Paralelamente, está em andamento a verificação da regularidade da outorga de uso da água. Em uma próxima etapa, estão previstas ações de recomposição da vegetação ciliar e estudos técnicos para recuperação da área degradada.
Com base nas informações coletadas, o prefeito Abner Dillmann busca recursos junto ao governo do Estado para viabilizar uma solução definitiva para os moradores. A cerca de 200 metros do local interditado, há terrenos públicos onde devem ser construídas ao menos 11 casas. Uma reunião com representantes estaduais está marcada para a próxima terça-feira para tratar do tema.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: Correio do Povo
