A Polícia Civil prendeu, no final da tarde da última terça-feira (3), mais um suspeito de envolvimento nos crimes de tortura e homicídio ocorridos em uma clínica de reabilitação no município de Estação, no norte do Rio Grande do Sul. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, após troca de informações com investigadores gaúchos.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas e teve início após a morte de um paciente da clínica Reviver, fato que revelou a existência de práticas sistemáticas de tortura contra internos, supostamente utilizadas como forma de disciplina e controle dentro da instituição.
A vítima, um homem de 45 anos, teria sido submetida a tortura extrema por funcionários da clínica no dia 29 de janeiro de 2026. No entanto, ele só foi levado ao Hospital São Roque, em Getúlio Vargas, no dia 31 de janeiro, quando já estava sem vida. Diante da situação, a Brigada Militar foi acionada e comunicou o caso à Polícia Civil.
Conforme a investigação, após as agressões o homem teria permanecido sob os cuidados da clínica e não recebeu atendimento médico adequado, o que pode ter contribuído para o resultado morte.
Com o avanço das apurações, e após representação do delegado Jorge Fracaro Pierezan, titular da Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra os envolvidos diretamente no caso.
Após as primeiras prisões e com a obtenção de novas provas, a autoridade policial também solicitou a prisão de responsáveis pela administração e controle do estabelecimento, que teriam contribuído para a morte do interno por ação direta ou omissão diante das práticas de tortura. Todos os pedidos foram deferidos pelo Poder Judiciário.
Durante as diligências desta semana, policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba, em Santa Catarina, localizaram e prenderam um homem de 36 anos, que estava em uma comunidade terapêutica no interior do município de Campos Novos (SC).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria participado das agressões que levaram o paciente à morte e também é apontado como responsável por destruir provas após o crime ocorrido na clínica em Estação.
O preso foi colocado à disposição da Justiça e deverá ser transferido para o Rio Grande do Sul, onde responderá pelas acusações no curso das investigações conduzidas pela Polícia Civil gaúcha.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: Rádio Uirapuru
