O outono de 2026 no Brasil inicia às 11h45 (horário de Brasília) desta sexta-feira, 20, com previsão de redução nas chuvas em grande parte do país e alívio gradual das altas temperaturas registradas durante o verão. A nova estação marca uma transição climática, com períodos de calor ainda presentes, especialmente nos primeiros meses.
De acordo com serviços de meteorologia, embora haja tendência de queda nas temperaturas ao longo da estação, episódios de calor ainda devem ocorrer nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, principalmente entre abril e maio. No Sudeste e no Centro-Oeste, os termômetros devem permanecer acima da média para o período, enquanto no Sul há previsão de temperaturas abaixo da média em junho.
As primeiras ondas de frio mais significativas no Centro-Sul do Brasil devem ocorrer na segunda metade do outono. Conforme a meteorologista Maria Clara, o mês de maio deve registrar anomalias de temperatura máxima, especialmente na cidade de São Paulo e no interior paulista, enquanto junho tende a concentrar os primeiros episódios mais intensos de frio. Ainda segundo ela, essas ondas devem ser fortes, porém de curta duração, com alternância rápida entre dias frios e períodos mais quentes.
A previsão de chuvas abaixo da média também acende um alerta para o risco de insuficiência hídrica no Sudeste e no Centro-Oeste. Os baixos níveis de reservatórios, já impactados pelo verão, preocupam especialistas. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo indicam que o Sistema Integrado Metropolitano operava com 55,7% da capacidade nesta quinta-feira (19), enquanto o Sistema Cantareira registrava 42,7%, números inferiores aos do mesmo período do ano anterior.
No Norte e no Nordeste, os volumes de chuva previstos para o outono devem ser semelhantes aos do ano passado, porém ainda abaixo da média histórica. A tendência é de precipitações cada vez mais isoladas ao longo da estação, com maior concentração de chuvas na região Sul do país.
Outro fator que deve influenciar o clima nos próximos meses é a transição de fenômenos no Oceano Pacífico. A La Niña deve dar lugar a uma fase neutra a partir de abril. Já os primeiros sinais do El Niño podem surgir antes do fim do outono. Segundo o Centro de Previsão Climática da NOAA, há 62% de probabilidade de formação do fenômeno entre junho e agosto, índice que sobe para 80% entre agosto e dezembro.
Caso esse cenário se confirme, há possibilidade de aumento nas chuvas no Sul do Brasil e em áreas do Mato Grosso do Sul no fim da estação, especialmente se houver também aquecimento das águas do Atlântico Sul.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
