Um novo caso de estelionato digital, registrado nesta semana na Delegacia de Polícia, evidencia o grau de sofisticação dos criminosos que utilizam o WhatsApp para assumir o controle completo de aparelhos celulares. A vítima, acreditando estar auxiliando um familiar em uma suposta transação comercial, acabou perdendo totalmente o acesso ao próprio dispositivo.
Conforme o registro policial feito, o golpe teve início quando a vítima recebeu mensagens de um perfil que se passava por seu sobrinho. O criminoso alegou que precisava de um “número seguro” para concluir uma venda no site Mercado Livre e solicitou o número de telefone da vítima para validar a operação.
Movida pela confiança e pela intenção de ajudar o parente, a vítima concordou em colaborar. Em seguida, recebeu um link e um código de seis dígitos. Seguindo as orientações repassadas pelo golpista, clicou no link e inseriu a sequência numérica no campo indicado.
Esse procedimento foi suficiente para que os criminosos assumissem o controle remoto do celular. De acordo com o relato constante na ocorrência, logo após a digitação do código, o aparelho passou a apresentar comportamento anormal, semelhante a uma reinicialização de fábrica. A partir desse momento, a vítima foi completamente desconectada, sem conseguir acessar qualquer função do dispositivo.
Embora a vítima tenha informado possuir aplicativos bancários instalados no celular, até o encerramento do registro não haviam sido constatadas movimentações financeiras suspeitas ou saques indevidos. Ainda assim, o risco permanece elevado, já que o criminoso passou a deter o acesso técnico ao aparelho, dificultando inclusive a identificação da origem das mensagens utilizadas no golpe.
O caso foi encaminhado para o setor de investigação. A polícia reforça a orientação para que a população jamais compartilhe códigos recebidos por SMS ou clique em links enviados por aplicativos de mensagens, mesmo quando a solicitação parte de contatos conhecidos. Em situações envolvendo pedidos de ajuda, dinheiro ou validação de códigos, a recomendação é sempre confirmar a identidade da pessoa por meio de ligação telefônica ou videochamada antes de qualquer ação.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Cruz Alta
