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    Início » General Firmino de Paula: herói ou carrasco? O cruz-altense marcado por batalhas, política e sangue
    Geral

    General Firmino de Paula: herói ou carrasco? O cruz-altense marcado por batalhas, política e sangue

    Fernando KopperFernando Kopper10 de junho de 202505 Mins Read115

    Entre os personagens mais controversos da história gaúcha está o cruz-altense Firmino de Paula e Silva, general e político que esteve no centro dos conflitos mais sangrentos do Rio Grande do Sul no final do século XIX e início do século XX. Para entender a complexa trajetória desse personagem, o historiador e escritor Rossano Viero Cavalari, especialista em história regional, conversou com nossa reportagem e ofereceu um retrato profundo e sem romantismos.

    Nascido em Cruz Alta em 1844, Firmino era filho dos barões de Ibicuí e sobrinho do Barão de Antonina, homem de influência na política imperial. Apesar da origem aristocrática, sua carreira foi marcada pela violência, pela fidelidade ferrenha ao castilhismo e por episódios que ainda hoje causam repulsa e debate.

    “Firmino foi um homem moldado por guerras civis, e isso o marcou profundamente. Sua trajetória se confunde com o próprio nascimento do Rio Grande do Sul republicano, mas também com o lado mais sombrio da política feita com sangue e vingança”, afirma Rossano.

    Degolas e carnificinas: a face cruel da Revolução Federalista

    Durante a Revolução Federalista de 1893, Firmino comandou a 5ª Brigada da Divisão do Norte, braço forte das tropas governistas conhecidas como pica-paus. Sua atuação se destacou no infame episódio da degola do Boi Preto, onde dezenas de prisioneiros maragatos foram executados de forma sumária, vivos ou mortos.

    “Foi um massacre autorizado, uma demonstração de poder e terror. Firmino aplicava a lógica da guerra total, em que a vitória importava mais do que qualquer código moral”, avalia o historiador.

    Mesmo diante de sua fama de linha-dura, Firmino sofreu importantes derrotas, como no combate do Arroio Jaracaca, em Alegrete, e na ofensiva dos federalistas em Três Passos, em 1894. Nessas ocasiões, seus homens foram derrotados, degolados e saqueados pelos maragatos. “Essas derrotas feriram seu prestígio, mas ele nunca deixou de ser visto como um esteio da política castilhista”, explica Rossano.

    A profanação de Gumercindo Saraiva

    Firmino também é citado em relatos sobre a profanação do túmulo de Gumercindo Saraiva, chefe maragato morto em 1894. Segundo registros, os restos mortais foram retirados da sepultura e expostos em praça pública como ato simbólico de desprezo ao inimigo.

    “Essa profanação é um dos episódios mais bárbaros da política gaúcha. Demonstra até que ponto o ódio ideológico foi levado. Firmino representava essa lógica de força acima de tudo”, diz Rossano.

    Política e repressão: o intendente de ferro

    Após os conflitos, Firmino de Paula se tornou o primeiro intendente de Santo Ângelo, entre 1892 e 1896, e consolidou-se como chefe político de Cruz Alta. Primo de Júlio de Castilhos e aliado de Pinheiro Machado, ele garantiu votos, estabilidade e controle do interior em favor do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR).

    “Firmino era a mão de ferro da República no noroeste do estado. Foi peça-chave na eleição de Borges de Medeiros, e sua liderança política se impunha pela força, o que levou a revoltas futuras”, relata o historiador.

    Revolução de 1923 e o Combate de Quatro Irmãos

    Mesmo já idoso, Firmino voltou ao campo de batalha durante a Revolução de 1923, conflito que colocou novamente maragatos contra chimangos. Na época, os maragatos buscavam retomar o controle das cidades do interior, enquanto os chimangos, ligados a Borges de Medeiros, mantinham o domínio da capital e tentavam sufocar as investidas do interior.

    No norte do estado, os confrontos foram liderados pelos generais Felipe Nery Portinho, do lado maragato, e Firmino de Paula e Silva, do lado chimango. Entre os embates mais emblemáticos está o Combate de Quatro Irmãos, ocorrido em 13 de setembro de 1923, na região de Erechim.

    Antes desse confronto decisivo, diversos episódios marcaram a escalada da tensão:
    – Em 5 de março, um piquete maragato atacou um pelotão da Brigada Militar na divisa de Passo Fundo e Boa Vista (atual Erechim), matando o capitão chimango Jaime Vasconcelos;
    – Em 9 de março, Lagoa Vermelha foi invadida;
    – Em 11 de março, Felipe Portinho entra no estado com 2 mil homens e ocupa Boa Vista em 15 de março, desarmando a guarda local;
    – Em 15 de maio, forças maragatas recebem reforços de Leonel Rocha, José Ferreira, João Ramos e Simeão Machado;
    – Em 23 de junho, ocorre o combate do desvio da Giaretta;
    – Em 17 de julho, os maragatos tomam Marcelino Ramos.

    Diante do avanço rebelde, Firmino de Paula organiza um cerco, confiando na superioridade em homens, armas e logística. Distribui estrategicamente suas tropas:
    – Firmino Paim Filho ocuparia Marcelino Ramos;
    – Valzulmiro Dutra fecharia Palmeira das Missões;
    – Edmundo de Oliveira bloquearia a saída para Passo Fundo;
    – Victor Dumoncel Filho se posicionaria para impedir fuga via Carazinho;
    – E Firmino marcharia pessoalmente de Sananduva a Quatro Irmãos.

    No entanto, Felipe Portinho, informado por espiões infiltrados, traça um plano astuto para furar o cerco:
    – Contra Firmino Paim Filho, envia um grupo menor para escaramuças e sabotagens;
    – Contra Valzulmiro Dutra, despacha o Coronel Leonel Rocha;
    – Para conter as tropas de Carazinho, Frederico Ebling é encarregado.

    A batalha principal ocorre em Quatro Irmãos, com 3 mil maragatos atacando o 1º Corpo da Brigada do Norte sob comando de Victor Dumoncel Filho. O confronto começa às 10h da manhã e se estende até o entardecer, com combate corpo a corpo. A vitória maragata quebra o cerco chimango e obriga Firmino a recuar. Os rebeldes seguem em direção a Sananduva, numa manobra conhecida como “Guerra de Movimento”, que desgasta severamente as forças governistas.

    Um fim discreto para um homem temido

    Firmino de Paula morreu em 1930, pobre e doente, após mais de meio século de envolvimento direto com a guerra e a política. “Ele foi o retrato de uma era. Representou o poder que impunha ordem à bala e sustentava governos por meio da repressão. Morreu esquecido, mas sua história precisa ser contada, não para exaltar, mas para compreender como o Rio Grande se formou”, conclui Rossano Cavalari.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper

    Fernando Kopper

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