A proposta prevê a substituição das atuais sete praças de pedágio existentes no Rio Grande do Sul nas rodovias sob concessão da empresa. Atualmente, duas estão localizadas na BR-290 (Freeway), nos municípios de Santo Antônio da Patrulha e Gravataí; uma na BR-101, em Três Cachoeiras; e quatro na BR-386, situadas em Montenegro, Paverama, Fontoura Xavier e Victor Graeff.
O estudo também contempla a possível implantação da tecnologia no trecho da BR-101 em Santa Catarina, administrado pela ViaCosteira, concessionária pertencente ao mesmo grupo controlador da ViaSul.
Em nota, a concessionária destacou que o novo sistema busca oferecer maior conforto aos usuários e otimizar a gestão da infraestrutura rodoviária. “A implantação do sistema atende diretamente ao interesse dos clientes, que poderão realizar uma viagem mais confortável, além de permitir a gestão inteligente da infraestrutura rodoviária”, informou a empresa.
A reportagem buscou posicionamento do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) para avaliar possíveis impactos ao setor, porém a entidade informou que não irá se manifestar enquanto o projeto estiver em estudo. Já o Sindicato dos Trabalhadores nas Concessionárias de Rodovias e Estradas em Geral no RS (Sindecon-RS) não foi localizado.
Caso a substituição seja confirmada, o sistema representará também o desaparecimento de estruturas consideradas símbolos do trânsito gaúcho. As praças da Freeway, por exemplo, tornaram-se referência para motoristas que se deslocam entre Porto Alegre e o Litoral Norte, sendo frequentemente utilizadas como parâmetro para informar o fluxo de veículos e eventuais congestionamentos durante períodos de veraneio e feriados prolongados.
Com o modelo free flow, os veículos passam por pórticos equipados com sensores e câmeras, sem necessidade de parada. Motoristas que utilizam etiquetas eletrônicas de pedágio, conhecidas como tags, terão a cobrança feita automaticamente em conta ou fatura vinculada ao serviço.
Já os condutores que não possuem o dispositivo poderão realizar o pagamento posteriormente por meio de aplicativos ou sites, informando a placa do veículo e a data da passagem pelo trecho monitorado.
Ainda não há confirmação se a adoção do sistema poderá resultar em mudanças nos valores das tarifas atualmente praticadas nas rodovias gaúchas. O modelo já foi implantado em outras concessões do grupo Motiva, controlador da ViaSul, como nas rodovias administradas pelas concessionárias RioSP e Sorocabana.
