A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, nesta sexta-feira, o quinto boletim do programa Balneabilidade da temporada 2025/2026, com base nas coletas de água realizadas nos dias 5 e 6 de janeiro. O levantamento avaliou 96 pontos em todo o Rio Grande do Sul e identificou sete locais impróprios para banho, conforme os critérios estabelecidos pelos órgãos ambientais.
De acordo com o relatório, nesta semana todos os pontos monitorados nas praias do Litoral Norte estão próprios para banho. Ainda assim, o boletim chama atenção para a situação da Lagoa do Peixoto, em Osório, também localizada no Litoral Norte, que aparece entre os pontos considerados impróprios em função do alto índice de cianobactérias. No local, foi registrada uma concentração de 116.576 células por mililitro, mais que o dobro do limite máximo permitido, que é de 50 mil células/ml.
A Fepam alerta que os organismos identificados na lagoa, como Microcystis sp. e Dolichospermum sp., são potenciais produtores de microcistinas, toxinas que podem causar intoxicações agudas ou crônicas em seres humanos e animais. A exposição à água contaminada pode provocar sintomas como irritações na pele, problemas gastrointestinais, além de riscos mais graves em casos de contato prolongado ou ingestão.
Além da Lagoa do Peixoto, outros seis pontos foram classificados como impróprios para banho no estado. A maioria está localizada em balneários de rios da região Sul. Os locais apontados no Boletim 5 são: Balneário Cerrito, no Rio Piratini, em Cerrito; Balneário Pedro Osório, também no Rio Piratini, em Pedro Osório; Totó, em Pelotas; Valverde, em Pelotas, nos pontos da Avenida Senador Joaquim Assumpção e do Trapiche; e o Balneário Municipal Klérfim Cardoso, no Rio Piratini, em Piratini.
Paralelamente à divulgação dos dados, a semana também foi marcada por ações de fiscalização ambiental. Após o quarto boletim do programa, divulgado em 2 de janeiro, apontar cinco pontos impróprios para banho no Litoral Norte, todos localizados em Capão da Canoa, técnicos do Departamento de Fiscalização da Fepam realizaram uma operação de coleta e verificação em sete pontos próximos às áreas afetadas. A ação incluiu cinco pontos em Capão da Canoa, um em Arroio do Sal e outro em Xangri-Lá.
Durante a fiscalização, foram coletadas amostras de água em saídas de redes de drenagem pluvial que desembocam na faixa de praia. O objetivo foi identificar possíveis contaminações por esgoto sanitário decorrentes de lançamentos irregulares, sem tratamento adequado, nas galerias pluviais. Caso a contaminação seja confirmada, as prefeituras envolvidas serão acionadas para prestar esclarecimentos e apresentar informações sobre a rede de coleta e o sistema de esgotamento sanitário.
A Fepam reforça uma série de recomendações aos banhistas durante a temporada de verão. A orientação é entrar na água apenas em locais oficialmente considerados próprios para banho, evitar o contato com a água após períodos de chuva intensa, especialmente nas primeiras 24 horas, e não se banhar em áreas com presença visível de algas. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade devem receber atenção redobrada, devido ao maior risco de efeitos adversos à saúde.
Os boletins de balneabilidade são atualizados semanalmente e têm como objetivo orientar a população sobre a qualidade das águas, contribuindo para a segurança dos banhistas e para a preservação ambiental em todo o Rio Grande do Sul.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
