A Polícia Civil investiga o golpe do falso médico aplicado contra uma família que acompanhava uma paciente internada na UTI do Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz Alta, no noroeste do estado.
Conforme registro em boletim de ocorrência, os familiares relataram ter recebido mensagens de um número desconhecido. O contato se apresentou como médico da unidade de terapia intensiva e afirmou haver urgência no tratamento do quadro de saúde da paciente.
Nas mensagens, o golpista informou que seriam necessárias cinco ampolas de um medicamento, ao custo de R$ 377 cada, e questionou se a família autorizava a compra. Em seguida, afirmou que poderia efetuar o pagamento ao fornecedor e solicitou o reembolso por meio de uma chave Pix.
Os familiares realizaram as transferências, porém uma nova solicitação de dinheiro levantou suspeitas. Diante da situação, as vítimas procuraram a direção do hospital, que orientou o registro da ocorrência policial.
Segundo o delegado Ricardo Drum, o caso se enquadra em um crime já conhecido e aplicado em diferentes regiões do país, conhecido como golpe do falso médico. De acordo com ele, criminosos costumam se passar por médicos ou integrantes da equipe hospitalar para induzir familiares a realizar depósitos sob o argumento de compra urgente de medicamentos.
O delegado confirmou a instauração de inquérito policial e informou que o destinatário dos valores transferidos é de fora do Rio Grande do Sul, sem ligação aparente com o município.
A polícia orienta que qualquer solicitação financeira relacionada a pacientes internados seja confirmada diretamente com a equipe médica responsável ou com a administração hospitalar antes da realização de pagamentos.
Embora haja variações, o golpe geralmente segue um padrão: o criminoso entra em contato se identificando como médico, diretor clínico ou integrante da equipe hospitalar, utiliza nomes verdadeiros de profissionais e informações reais sobre o paciente, como setor de internação, e afirma haver agravamento súbito do quadro clínico. Em seguida, solicita pagamento urgente, normalmente via Pix, para exames, medicamentos ou procedimentos supostamente fora da cobertura, prometendo reembolso posterior e criando um ambiente de pressão emocional para obter o dinheiro.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Jornalista Eduardo Krais – RBS
