Dados do painel de monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul apontam que 48 municípios já decretaram situação de emergência em razão da falta de chuva durante o verão. As regiões mais afetadas concentram-se nas Missões, no Noroeste e no Centro do Estado.
Apesar do cenário preocupante, o número representa uma redução de 76% em relação ao mesmo período do ano passado, quando mais de 200 cidades gaúchas já haviam adotado a medida diante da estiagem severa.
Os decretos, após homologação pelos governos estadual e federal, permitem que as prefeituras adotem ações emergenciais, como a dispensa de licitação para aquisição de materiais e contratação de serviços destinados a minimizar os impactos da seca.
Entre os municípios mais recentes a ingressar na lista está São Pedro do Sul, na Região Central. Conforme a administração municipal, os prejuízos na agropecuária já ultrapassam R$ 38 milhões, com perdas superiores a 30% nas lavouras de milho e soja.
A estiagem também atinge diretamente a pecuária leiteira, com redução de aproximadamente 21 mil litros na produção. Na zona rural, 25 famílias seguem sendo abastecidas por caminhões-pipa. Desde janeiro, cerca de 300 mil litros de água já foram distribuídos, enquanto o município busca acelerar a perfuração de poços artesianos.
Além de São Pedro do Sul, São Borja, na Fronteira Oeste, aguarda a homologação do decreto.
Confira os municípios com situação de emergência reconhecida no Rio Grande do Sul:
Hulha Negra, Júlio de Castilhos, Ponte Preta, Jari, Jaguarão, Vespasiano Corrêa, Boa Vista do Incra, Santiago, Unistalda, Tupanciretã, Rolador, Maçambará, Porto Lucena, Manoel Viana, Porto Vera Cruz, Eugênio de Castro, Capão do Cipó, Entre-Ijuís, Santo Cristo, Alecrim, Ubiretama, Santo Antônio das Missões, Roque Gonzales, São Miguel das Missões, Novo Machado, Chuvisca, Dois Lajeados, Tucunduva, São Luiz Gonzaga, Giruá, Esperança do Sul, Muliterno, Nova Candelária, Santo Ângelo, Vitória das Missões, Doutor Maurício Cardoso, Independência, São Paulo das Missões, Bossoroca, Horizontina, Marau, Três Palmeiras, Pirapó, São Nicolau, Tuparendi, Boa Vista do Buricá, São Borja e São Pedro do Sul.
O cenário reforça os impactos da irregularidade climática sobre a produção rural e o abastecimento de água, exigindo medidas emergenciais e ações contínuas para reduzir os danos econômicos e sociais no Estado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
