Os Estados Unidos e Israel iniciaram, na manhã deste sábado (28), uma série de ataques militares coordenados contra o Irã, marcando uma nova escalada no conflito no Oriente Médio. Segundo as Forças de Defesa de Israel, a operação é resultado de meses de planejamento conjunto entre os governos israelense e americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a campanha militar como “massiva e contínua” e alertou para a possibilidade de baixas entre tropas americanas. De acordo com a emissora CNN, fontes militares afirmam que o Pentágono pretende manter a ofensiva por vários dias, ampliando a pressão sobre Teerã após bombardeios realizados no último verão.
Em resposta imediata, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã anunciou o lançamento da “primeira onda” de ataques em larga escala com mísseis e drones em direção ao território israelense. A intensificação das hostilidades já ultrapassou as fronteiras iranianas, com relatos de explosões no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, países que abrigam bases militares estratégicas americanas na região do Golfo.
A escalada colocou todo o Oriente Médio em estado de alerta máximo, diante do risco de um confronto direto de proporções imprevisíveis envolvendo potências regionais e forças internacionais.
Além das ações militares, Trump adotou uma retórica de mudança de regime, convocando cidadãos iranianos a assumirem o controle do governo local. O presidente americano acusou Teerã de tentar reconstruir seu programa nuclear, contrariando declarações anteriores de que as instalações iranianas teriam sido completamente destruídas em ataques realizados no ano passado.
Segundo Washington, a nova ofensiva tem como objetivo desmantelar o que considera uma ameaça persistente à segurança global e aos aliados dos Estados Unidos na região. Enquanto isso, líderes internacionais acompanham o avanço do conflito com preocupação diante do risco de ampliação da guerra no Oriente Médio.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
