A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, alcançando o menor patamar desde o início da série histórica comparável, em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), e confirmam um cenário de forte aquecimento do mercado de trabalho no país.
No período de setembro a novembro, o número de pessoas desocupadas chegou a 5,6 milhões, o menor já registrado desde que a pesquisa passou a ser realizada de forma contínua. O resultado evidencia uma redução expressiva do contingente de brasileiros sem trabalho e reforça a trajetória de recuperação econômica observada após os impactos mais severos da pandemia da Covid-19.
Outro dado que chama atenção no levantamento é o recorde histórico no número de pessoas ocupadas, que atingiu 103,2 milhões de trabalhadores. Esse crescimento reflete a ampliação das oportunidades de emprego em diversos setores da economia, além do aumento da formalização e da retomada de atividades que haviam sido fortemente afetadas nos últimos anos.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando, também alcançou um marco inédito. No trimestre analisado, o percentual chegou a 59,0%, o mais alto de toda a série histórica da Pnad Contínua, demonstrando uma maior inserção da população em idade ativa no mercado de trabalho.
De acordo com o IBGE, o conjunto dos indicadores aponta para um mercado de trabalho mais dinâmico e resiliente, com redução consistente do desemprego e expansão do número de pessoas ocupadas. O desempenho reforça a tendência de melhora nas condições de emprego e renda no país, embora especialistas ressaltem a importância de acompanhar a qualidade das vagas geradas e a evolução dos rendimentos nos próximos períodos.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
