O acúmulo de lixo urbano e entulhos às margens da Rodovia Municipal Jacob Della Méa, acesso ao campus da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), tem gerado preocupação entre motoristas e moradores em Cruz Alta. O trecho, utilizado diariamente por estudantes, trabalhadores e moradores, apresenta um cenário de degradação ambiental e riscos à segurança.
Ao longo do acostamento, são visíveis sofás, estofados, colchões, pneus e partes de mobiliário residencial, como móveis desmontados, gavetas, portas e chapas de compensado. Em uma observação mais detalhada, já dentro da vegetação, aparecem garrafas de vidro, garrafas PET, tubulações plásticas e metálicas, além de resíduos da construção civil, como pedaços de concreto, pedras e restos de tijolos.
O cheiro forte de carniça também chama atenção, indicando o descarte de animais domésticos em decomposição, abandonados em sacos expostos e tomados por moscas, agravando o problema sanitário no local.
Mesmo após o lançamento, em 23 de janeiro, do programa “Destina +”, que orienta a população sobre a destinação correta de resíduos por meio de QR Code disponível em Eco Totens espalhados pela cidade, situações como a registrada na estrada do campus continuam ocorrendo. A plataforma informa os pontos adequados para descarte de recicláveis, eletrodomésticos, óleo de cozinha, pilhas, lâmpadas e grandes volumes, como móveis e colchões.
Além do descarte irregular, outro fator que preocupa quem trafega pela rodovia é a presença constante de animais soltos na pista. Cavalos são frequentemente vistos circulando pelo trecho, principalmente à noite, quando a baixa luminosidade amplia o risco de colisões. Vacas também são presença recorrente na via. Já foram registrados acidentes envolvendo equinos no local, aumentando a apreensão de motoristas e motociclistas que utilizam o acesso.
O descarte irregular de resíduos é considerado crime ambiental e pode resultar em autuação mediante flagrante ou denúncia. Já a circulação de animais de grande porte soltos em via pública representa risco direto à vida e à integridade de condutores, evidenciando a necessidade de fiscalização e medidas efetivas para garantir segurança e preservação ambiental no trecho.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
