O titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (DPRM), delegado Anderson Spier, confirmou nesta manhã que peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) estiveram, pela segunda vez, na residência de Silvana Germann Aguiar, de 48 anos, localizada no bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, para realizar nova coleta de materiais no veículo de propriedade da vendedora.
O desaparecimento de Silvana e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, já ultrapassa duas semanas e continua gerando forte comoção entre moradores da região. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e duplo homicídio.
No início desta semana, um policial militar, ex-marido de Silvana, foi preso temporariamente sob suspeita de envolvimento no desaparecimento da família. Conforme o delegado, a medida tem duração inicial de 30 dias e busca dar maior celeridade às investigações, podendo ser convertida em prisão preventiva caso haja necessidade.
Segundo Spier, o principal ponto de conflito entre Silvana e o ex-companheiro estava relacionado à criação do filho do casal, de 9 anos. De acordo com o delegado, divergências envolvendo restrições alimentares da criança teriam intensificado os desentendimentos entre os dois.
Durante a prisão, o telefone do suspeito foi apreendido, assim como outros dispositivos eletrônicos encontrados na residência, incluindo notebooks, pendrives e HDs. O celular da atual companheira do policial também foi recolhido e encaminhado à perícia. Conforme a polícia, os conteúdos extraídos desses equipamentos podem contribuir significativamente para o avanço das investigações.
O delegado regional confirmou ainda que, desde o desaparecimento, o policial militar estava com as chaves dos imóveis de Silvana e de seus pais, tendo tido acesso às residências mais de uma vez. Após solicitação da polícia para a devolução das chaves, o suspeito compareceu a um depoimento sem os objetos. Posteriormente, uma viatura acompanhou a esposa do PM até a residência dele para restituir as chaves dos imóveis da família desaparecida.
Após ser detido, o policial optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. A Polícia Civil também investiga a possibilidade de participação de outras pessoas no crime.
Defesa aguarda acesso ao processo
O advogado responsável pela defesa do policial militar, Jeverson Barcellos, informou que ainda não teve acesso aos autos ou a documentos da investigação, que corre sob sigilo. Segundo ele, a defesa está protocolando pedido formal para obter acesso ao material e reunir informações junto à delegacia.
Barcellos afirmou ainda que já trabalha na identificação de possíveis testemunhas e na análise de dados relacionados à investigação, incluindo placas de veículos requisitadas pela autoridade policial. Conforme o advogado, a família do suspeito optou por não se manifestar publicamente sobre o caso neste momento.
As investigações seguem em andamento, enquanto familiares, vizinhos e autoridades aguardam esclarecimentos sobre o desaparecimento da família em Cachoeirinha.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
Foto: Divulgação
