A cultura do milho no Rio Grande do Sul se aproxima das fases finais do ciclo, e a colheita já alcança 35% da área cultivada, favorecida pelo predomínio de tempo seco, elevada radiação solar e atuação de ventos, que têm acelerado a perda de umidade dos grãos. As informações constam no Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/Ascar-RS.
De acordo com o levantamento, há expressiva variabilidade no desempenho produtivo das lavouras, diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo. Em diversas regiões, o déficit hídrico coincidiu com estágios considerados críticos para a cultura, como a floração e o enchimento de grãos, resultando em perdas de produtividade, principalmente nas áreas de sequeiro.
Conforme a Emater, lavouras irrigadas apresentam rendimentos elevados, enquanto aquelas dependentes exclusivamente das chuvas já registram reduções consolidadas na produção. A situação é ainda mais desafiadora nos plantios tardios ou de segundo cultivo, que enfrentaram restrições hídricas tanto no estabelecimento inicial quanto nas fases reprodutivas.
O informativo aponta ainda que a colheita avança de forma rápida em várias regiões do Estado, com parte das áreas já liberada para novas semeaduras. As lavouras que permanecem em desenvolvimento vegetativo, estimadas em 9% do total, têm o potencial produtivo condicionado à manutenção da umidade do solo nas próximas semanas.
A Emater/RS-Ascar estima uma área cultivada de 785.030 hectares com milho no Estado, com produtividade média projetada de 7.370 quilos por hectare, refletindo os contrastes climáticos observados ao longo da safra.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
