O Rio Grande do Sul amanheceu nesta quarta-feira, 10, sob novo estado de atenção devido à permanência do ciclone extratropical atuando sobre o território gaúcho. Conforme a MetSul Meteorologia, o centro do sistema permaneceu rente à costa entre Mostardas e Tramandaí nas primeiras horas do dia, deslocando-se lentamente ao longo do período.
A presença do ciclone intensificou o vento em várias regiões, especialmente no Sul e no Leste do estado, onde rajadas fortes a intensas provocam risco elevado de interrupções no fornecimento de energia e agravamento de danos estruturais. A atmosfera segue instável, com muitas nuvens e chuva persistente em grande parte do território, principalmente na Metade Leste, onde não está descartada a ocorrência de granizo isolado. A despeito da instabilidade, algumas aberturas de sol podem ocorrer.
O boletim atualizado da Defesa Civil estadual, divulgado na tarde de terça-feira, ampliou para 14 o número de municípios que reportaram estragos decorrentes dos temporais registrados entre segunda, 8, e terça-feira, 9. As ocorrências incluem destelhamentos, queda de árvores, alagamentos e transtornos diversos. Antes, o número era de 12 cidades afetadas.
Entre os volumes de chuva mais expressivos das últimas 12 horas aparecem Camaquã, com 127 mm, Cristal, com 125 mm, e Barra do Ribeiro, com 115 mm, evidenciando a força das precipitações na região.
O vento, contudo, segue como o principal fator de risco. Estão previstas rajadas entre 70 km/h e 100 km/h no Sul e no Leste do estado, com maior intensidade na área da Lagoa dos Patos e no litoral entre Rio Grande e Torres. Em alguns pontos, as rajadas podem ultrapassar os 100 km/h.
Na Capital, a expectativa é de vento oscilando entre 60 km/h e 80 km/h na maior parte dos bairros. Entretanto, na zona Sul de Porto Alegre, as rajadas podem se aproximar ou até atingir a marca de 100 km/h, exigindo atenção redobrada da população e das equipes de emergência que seguem mobilizadas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
