A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta quarta-feira (18), que o sangue encontrado na casa de Silvana Germann de Aguiar, desaparecida há 25 dias, é humano. O caso ocorreu em Cachoeirinha e envolve ainda o desaparecimento dos pais da mulher, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, mobilizando investigadores desde o fim de janeiro.
As amostras recolhidas seguem em análise para comparação genética, procedimento que deve indicar se o material pertence a algum dos desaparecidos. Ainda não há prazo para a conclusão dos exames periciais.
O principal suspeito é o ex-marido de Silvana e policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente há uma semana. A detenção tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul informou que o agente foi afastado do serviço policial, enquanto a investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.
As autoridades confirmaram ainda que, em 25 de janeiro, data em que a família foi vista pela última vez, o telefone fixo dos pais recebeu uma ligação originada do celular de Silvana, quando ela já estava desaparecida. Para os investigadores, a intenção do telefonema seria criar a impressão de que a mulher estaria viajando, o que poderia retardar o início das buscas.
Silvana é filha única do casal e morava na mesma região dos pais, com quem trabalhava em um pequeno mercado anexo à residência da família. Parentes e vizinhos descrevem Isail e Dalmira como pessoas tranquilas e bem relacionadas na comunidade.
relembre o caso
Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais informava que ela teria sofrido um acidente em Gramado, porém a polícia constatou que o fato não ocorreu e que a postagem teria sido feita para despistar o desaparecimento. Imagens de câmeras de segurança registraram movimentação atípica de veículos na residência naquela noite.
No dia seguinte, os pais saíram para procurar a filha após serem alertados por vizinhos. O casal tentou registrar o desaparecimento em uma delegacia, mas a unidade estava fechada. Conforme a investigação, os idosos procuraram o ex-genro para pedir ajuda e, mais tarde, foram vistos entrando em um carro não identificado. Desde então, não foram mais localizados.
Os desaparecimentos foram formalmente registrados nos dias 27 e 28 de janeiro. Durante as diligências, a polícia localizou o celular de Silvana escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais e encontrou vestígios de material genético e sangue na residência da mulher. Um projétil encontrado no pátio da casa dos idosos foi identificado como munição de festim.
Em 10 de fevereiro, após quebra de sigilo telefônico indicar movimentações consideradas suspeitas, Cristiano Domingues Francisco foi preso temporariamente. No mesmo dia, familiares e amigos realizaram manifestação na cidade pedindo esclarecimento e solução para o caso.
As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento da família Aguiar.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1
