Uma ocorrência inusitada mobilizou a Brigada Militar (BM) na madrugada desta sexta-feira (23), em Sentinela do Sul, município com cerca de 5 mil habitantes no sul do Rio Grande do Sul. Uma moradora acionou a polícia relatando uma tentativa de invasão em sua residência, mas surpreendeu a guarnição ao descrever o suposto invasor como sendo um lobisomem.
De acordo com o registro policial, o chamado foi feito durante a madrugada, em noite de lua nova — e não lua cheia, como tradicionalmente associado à figura folclórica. A mulher solicitou atendimento urgente, afirmando que alguém estaria forçando a porta de sua casa.
Os policiais se deslocaram até o endereço informado e, ao chegarem ao local, realizaram averiguação no pátio e nas imediações da residência. No entanto, não foram encontrados sinais de arrombamento, danos estruturais ou qualquer pessoa suspeita nas proximidades.
Após a verificação, os agentes conversaram com a moradora e com o filho dela, que é cego, solicitando uma descrição do suposto invasor. Inicialmente hesitante, a mulher afirmou que se tratava de um lobisomem. O filho confirmou a versão da mãe e relatou que a suposta criatura os atormentaria há anos.
“No boletim consta que, por se tratar de uma criatura folclórica, foi informado às partes solicitantes que, não havendo nenhum indivíduo no local, seja ele humano ou licantropo, a averiguação seria encerrada”, descreve o registro da ocorrência.
O documento ainda traz uma observação bem-humorada por parte da corporação. “Em caso de nova ocorrência, podem acionar a guarnição novamente, mas como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação”, registra o boletim.
A Brigada Militar informou que apura as circunstâncias do atendimento e a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência, bem como a redação do boletim de atendimento.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: GZH
