O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) suspendeu temporariamente o trabalho de campo realizado por técnicos no município de Barão de Cotegipe, na região do Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, após servidores terem sido hostilizados por moradores na última segunda-feira (19). As agressões, segundo o órgão, foram motivadas por boatos disseminados em aplicativos da internet.
Em nota distribuída à imprensa nesta sexta-feira, o IBGE informou que servidores da Agência de Erechim foram alvo de hostilidade durante atividades de atualização cadastral na área rural do município. A situação teria sido provocada pela circulação de notícias falsas em grupos locais de WhatsApp, que associaram de forma equivocada o veículo oficial do instituto a supostos crimes ocorridos na região, gerando desconfiança e reações indevidas por parte da população.
De acordo com o instituto, a desinformação não se restringe apenas a Barão de Cotegipe, já que os boatos estariam circulando também em outros municípios. Diante do episódio, os trabalhos foram interrompidos e o IBGE avalia a possibilidade de retomar as atividades com apoio da Polícia Militar e da Prefeitura, a fim de garantir a segurança das equipes.
O órgão informou ainda que foi registrado boletim de ocorrência sobre o caso de violência contra servidores públicos, e que o material responsável pela propagação das notícias falsas foi encaminhado para investigação.
“O IBGE somente retomará as atividades de campo na região após a definição de um plano adequado de segurança, garantindo que os profissionais não sejam novamente expostos a riscos decorrentes da desinformação”, destacou o instituto em nota oficial. O órgão também reforçou seu compromisso com a segurança de suas equipes e com a veracidade das informações prestadas à população.
O IBGE lembra que seus agentes de pesquisa atuam devidamente identificados com crachá funcional, cujas informações podem ser confirmadas por meio do sistema de verificação de identidade disponível no site oficial do instituto ou pela central de atendimento telefônico, no número 0800 721 8181.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
